domingo, 1 de janeiro de 2017

PEREGRINO








PEREGRINO






Uma lufada de ar fresco, tenta segredos, 
uma rabanada de jactância em meus cabelos.
Ereto, pregado ao chão como um deus grego, 
tudo bate no meu corpo como um cata-vento.

Um sol alaranjado, esdrúxulo, de ar queimado, 
a sorver, abrasa meus olhos turvos com chama 
d’ alma arder.

Não perco o horizonte lá longe do monte… nas 
nuvens em frente do olhar esguelha com trovões a tremer, 
e acordo numa tempestade de areia e pó do vento, sem poder viver.

 


De "Confidências De Um Livro"

(Tem  6 partes, quase 300 páginas, 
e se quiser ler /conhecer-me/
está aqui no ano 2013, de Junho
a Novembro.)