domingo, 24 de dezembro de 2006

PLANETÁRIOS



Adivinhe que palavra mecenas
narra o autor no fim deste poema.





planetários


 
Vi um sonho mudo numa parede…
com bizarros mundos de cores…

Eram pedras, céus, eram flores…
das pedras nasciam flores belas.
As flores murchavam como pedras.


As aves de patas e asas, usavam
rosto de mulher, mas não voavam.

Sem dedos, olhos, de caras tapadas
os homens de bicos, penas e asas
comunicavam, mas não andavam…
Homens e mulheres pássaros
habitantes do mundo Planetários.

O céu branco era vago, negro dia.
As estrelas não tinham brilhos.
O sol era gelo de camada fina
e os locais da orbe, mundos fixos.




A palavra que descreve este enigma
  é um /Quadro /



















domingo, 12 de novembro de 2006

AS VOLTAS DA MINHA ALMA






AS VOLTAS DA MINHA ALMA





A partida para longe…
Errante luz longínqua…
O segredo do mistério
à minha espera, desperto.

E a capa que é a minha certeza
vive no consciente alterno
farol dos meus caminhos…

Expandida chama fugidia
holofote do universo
rastejado feixe espectral
de quando em vez encoberta
experimentando milénios de inícios
numa estrela minha de origem.

E a minha distância aquém
nas idas e voltas refulgentes
cobaia do saber descontínuo
ecoa na surdina do grito
a frustração repentina proibida
ao entrave da existência.

A viagem indefinida
aqui tão perto da janela
é como aquário de vidro
cheio de bolhas de oxigénio
A partida para longe…
Errante luz longínqua…